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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Para Mim o Viver é...

"Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (Filipenses 1:21)


Pense em como você completaria a frase a seguir: "Para mim, o viver é..." Observe algumas alternativas e a consequência lógica de cada uma:

"Para mim, o viver é dinheiro..." e morrer é deixar tudo para trás.
"Para mim, o viver é fama..." e morrer é rapidamente ser esquecido.
"Para mim, viver é poder..." e morrer é perder tudo.
"Para mim, viver é possuir..." e morrer é partir de mãos vazias.

Quando o dinheiro é o objetivo da vida, estamos destinados a viver subjugados ao medo de perdê-lo, o que nos transforma em paranoicos,
desconfiados. Quando a fama é o alvo, nós nos tornamos competitivos, envenenados pela inveja. Se orientados pelo poder, nós nos tornamos servos de nós mesmos, vaidosos e arrogantes. Quando o viver é possuir, acabamos sendo possuídos pelo materialismo, escravizados pela ambição de ter, para quem "o suficiente nunca é suficiente". E assim os falsos deuses nos destroem.

"Para mim, o viver é Cristo" porque apenas Ele nos satisfaz, quer tenhamos ou não, sejamos conhecidos ou anônimos, quer vivamos ou morramos. A boa-nova: a morte não tira nada de nós. Ela apenas fixa para sempre o que já é nosso em Cristo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Caminhos distintos e separados

"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem" Mateus 7:13, 14.

Essas estradas são distintas, separadas, estendendo-se em direções opostas. Uma leva à morte eterna, outra à eterna vida. Uma é larga e suave, outra estreita e acidentada. Assim, os grupos que nelas caminham são opostos no caráter, na vida, no vestuário e conversação.

Os que viajam no caminho estreito falam da felicidade que terão no final da jornada. ... Não se trajam como o grupo da estrada larga, nem falam como eles, nem como eles procedem. Foi-lhes dado um modelo. Um Varão de dores e experimentado nos trabalhos para eles abriu aquela estrada, e Ele mesmo a palmilhou. Seus seguidores vêem Suas pegadas, e com isso se confortam e animam. Ele atravessou o trajeto em segurança; assim podem eles fazer também, se seguirem Suas pegadas.

Na estrada larga todos se acham ocupados com sua própria pessoa, seu vestuário, e os prazeres do caminho. Condescendem livremente com folguedos e festanças, sem pensar no final da jornada, na ruína certa que os espera no fim do caminho. Cada dia mais se aproximam da destruição, todavia se precipitam loucamente, cada vez mais depressa. ... Quando for tarde demais, verão que nada de substancial terão ganho. Apanharam sombras, e perderam a vida eterna.

A simples forma de piedade a ninguém salvará. Todos têm de ter uma experiência viva e profunda. Isto, unicamente, os salvará no tempo de angústia que nos espera. Então sua obra será provada, para ver de que espécie é. Se for ouro, prata e pedras preciosas, serão escondidos no pavilhão do Senhor. Mas se sua obra for madeira, feno, palha, coisa alguma os poderá proteger da violência da ira de Jeová.

Os que estão dispostos a fazer todo e qualquer sacrifício pela vida eterna, alcançá-la-ão; e vale a pena sofrer por ela, vale por ela crucificar o próprio eu, e renunciar a qualquer ídolo. O peso eterno de glória mui excelente pesa mais que qualquer tesouro terrestre, eclipsando toda terrestre atração. — The Review and Herald, 12 de Dezembro de 1882.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

PERMANECER PREPARADO

"Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir." Mateus 25:13, ARC


Na parábola das dez virgens, a diferença entre os dois grupos é o preparo feito pelas prudentes. Todas elas têm lâmpadas, mas apenas a metade faz a provisão do óleo. Não que as dez não estejam exteriormente preocupadas: todas estavam aguardando o noivo. Além disso, todas se tornaram sonolentas (v. 5). A parábola não trata de crentes e descrentes, mas de duas atitudes diferentes entre os seguidores de Cristo. Embora sejam aparentemente iguais, é a crise que torna as diferenças evidentes. As loucas não tinham o óleo, a provisão do Espírito, a fé em Cristo. Fé fortalecida pela oração, confirmada pela vida de obediência. A demora foi o teste.

A demora do retorno de Cristo dificilmente pode ser explicada. O significado e o propósito de tal demora estão ocultos aos nossos olhos. Apenas parcialmente podemos entendê-la. Mas de que outra forma, senão por meio da demora, poderíamos ter sido incluídos? Se não fosse a demora, como poderíamos aprender a virtude da perseverança? Conheço indivíduos que gostam de acusar a igreja pela demora do retorno de Cristo. Tivesse Cristo voltado na década de 1890, como eles insistem, o que teria sido deles próprios?

Demorando o noivo, "foram todas tomadas de sono e adormeceram" (v. 5). Na hora mais escura, quando o sono era mais pesado e as forças estavam em seu menor nível de resistência, veio o noivo. Mas, na parábola de Jesus, a meia-noite não é sinal de desastre, mas a hora quando o Céu virá aos seres humanos para oferecer-lhes paz e felicidade afinal. No desfile, as tochas bailam em alegria. O cortejo segue em direção à casa da celebração.

As que não têm óleo, quando chegam ao local do banquete, deparam-se com a porta fechada. À luz do dia, as prudentes e as loucas parecem iguais. É à meia-noite que se estabelece a diferença que sempre existira, mas não podia ser claramente vista.

O ponto central da parábola é claro: "Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora." Nessa parábola, o retorno do Senhor é marcado por duas características: primeiro, o caráter repentino; segundo, o caráter inesperado quanto ao tempo. Como nos preparar? Esse é o tema de muitas orações, pregações e hinos. Mas há algo mais importante do que se preparar para a vinda de Jesus. De fato, mais importante do que se preparar é permanecer preparado. Este é o grande desafio!


Fonte: Meditações Diárias (Casa Publicadora Brasileira)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Bênção de Doar



A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado. Provérbios 11:25

No plano da salvação, a sabedoria divina designou a lei da ação e reação, tornando duplamente bendita a obra de beneficência em todos os seus ramos. O que dá aos necessitados beneficia a outros e é ele próprio beneficiado em grau ainda maior. [...]

Para que não perdêssemos os benditos resultados da beneficência, nosso Redentor elaborou o plano de nos alistar como Seus cooperadores. Mediante uma cadeia de circunstâncias que despertariam nossa caridade, Ele nos concede os melhores meios de cultivar a beneficência e nos conserva doando habitualmente para ajudar os pobres e promover Sua causa. Por meio das necessidades deles, o mundo arruinado está extraindo de nós talentos em forma de recursos e influência a fim de apresentar-lhes a verdade, por falta da qual estão a perecer. [...] Doando, beneficiamos a outros, acumulando assim verdadeiras riquezas. [...]

A cruz de Cristo é um apelo à beneficência de todo discípulo do bendito Salvador. O princípio aí exemplificado é doar, doar. Isso, realizado em verdadeira beneficência e boas obras, é o legítimo fruto da vida cristã. O princípio dos não cristãos é adquirir, adquirir, e assim esperam assegurar a felicidade; levado a efeito em todos os sentidos, porém, o fruto desse princípio é infelicidade e morte. [...]

Cristo designou aos seres humanos a obra de propagar o evangelho. Porém, enquanto alguns saem a pregar, Ele pede a outros que Lhe atendam às reivindicações quanto aos dízimos e às ofertas com que se possa sustentar o ministério e disseminar a verdade impressa por toda a Terra. Esse é o meio pelo qual Deus nos quer exaltar. É justamente a obra de que necessitamos, pois moverá a mais profunda compaixão do nosso coração, chamando à ação as mais elevadas faculdades mentais. [...]

Deus planejou o sistema de beneficência a fim de que nos tornássemos como nosso Criador, benevolente e de caráter altruísta. [...]
O crente povo de Cristo deve perpetuar Seu amor. [...] Vamos nos reunir ao redor da cruz do Calvário, em sacrifício e abnegação. Diante da cruz, vendo o Príncipe do Céu morrer por nós, poderíamos fechar o coração e dizer: “Não, não tenho nada para dar?” Deus nos abençoará ao fazermos o melhor que pudermos (Review and Herald, 3 de outubro de 1907).

Fonte: CPB

domingo, 17 de março de 2013

Conhecer Deus

"O Senhor é bondoso e misericordioso, não fica irado facilmente e é muito amoroso" (Salmos 103:8).


Um pastor chamado A. W. Tozer escreveu: "O que há de mais importante em nós, vem-nos à mente ao pensarmos em Deus." Se Tozer estivesse vivo hoje, perceberia que seus pensamentos são obsoletos para muitos cristãos. Nosso problema não é tanto o que entra em nossa mente ao pensarmos em Deus, senão que, não estamos pensando nEle o suficiente. Assim como acontece com um tio rico e distante, nossa tendência é pensarmos em Deus somente quando precisamos dEle. Talvez pensaríamos mais nEle se compreendêssemos melhor quem Ele é.

Um dos atributos de Deus é o amor (I João 4:8,16). Seu amor inigualável reflete-se no relacionamento perfeito experimentado pelo Pai, Filho e Espírito Santo - três pessoas revelando altruisticamente (da palavra grega ágape) a beleza de Deusem Seus papéis individuais - todos um só Deus amoroso. Jesus personificou essa realidade quando orou no Getsêmani, "Pai, se queres, afasta de mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que Eu quero, mas o que Tu queres" (lucas 22:42).

O amor altruísta de Deus transbordou os limites da trindade na criação. Ele não precisava criar você e eu, mas como Deus, e Deus de amor, Ele criou outras pessoas para amar!

Ele possui outros atributos, tais como a santidade, que engloba todo o Seu caráter. Mas Deus "...não nos castiga como merecemos", porém "Como um pai trata com bondade os seus filhos", é "...bondoso para aqueles que O temem" (Salmos 103:10,13). Sua maneira altruísta continua, a despeito do nosso pecado. Ele "...não fica irado facilmente...", dando-nos tempo e espaço para nos arrependermos de nossos pecados e retornarmos a Ele (v.8). Deus "...amou o mundo tanto, que deu o Seu único Filho" (João 3:16).

Vamos, hoje, realmente pensar em Deus - Criador, Redentor e Aquele que ama desinteressadamente você e eu!

FONTE: Pão Diário

domingo, 9 de dezembro de 2012

A Abundância da Salvação

"Com alegria vocês retirarão baldes de água do poço da salvação. E, ao fazer isso, dirão: “Louvem a Deus, proclamem o Seu nome.” Isaías 12:3, 4, The Message


O capítulo 12 de Isaías, apenas seis versos ao todo, transborda em alegria. Trata-se de um cântico de louvor pelo livramento de Deus e borbulha como uma fonte límpida e cristalina.

Para entender por que essa passagem é tão entusiástica, precisamos consultar o capítulo anterior. Ali lemos a respeito do ramo que surgiria do tronco de Jessé (v. 1), o abençoado Libertador cujo reino traria justiça, baniria a opressão e o ódio e restauraria a paz e a harmonia em toda a criação.

Quem é ele? Apenas uma pessoa possui tais qualificações: Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Na antiguidade, o profeta entoou esse louvor, e hoje eu o faço. Louvo ao Senhor pela realidade de Sua graça salvadora, pela abundância da graça e pela alegria que inunda meu coração por causa disso.

A Sua salvação, diz o profeta, é como a água de um poço profundo. Essa é uma imagem encontrada com frequência na Bíblia. As regiões bíblicas são secas; a água (ou seja, poços, fontes e os eventuais rios) torna a vida possível. No livro de Gênesis encontramos Abraão e Isaque cavando poços e alegrando-se ao encontrar uma fonte abundante. Também lemos a respeito das disputas travadas pelos poços, como também de poços tendo seu acesso impedido. Poços representam a água, poços representam a vida.

No momento em que o Ramo de Jessé apareceu, Ele relacionou à água a nova vida que Ele oferece. “Quem beber da água que Eu ofereço nunca mais sentirá sede – jamais”, Ele afirmou à mulher samaritana. “A água que Eu ofereço é em si um poço artesiano, esguichando fontes de vida eterna” (Jo 4:14, The Message).

Água. Tão simples, tão básica, tão necessária. Valorizada hoje até mesmo em lugares em que há abundância de chuva. Quem poderia imaginar que haveria um mercado tão grande para a água engarrafada?

Graça. Tão simples, tão básica, tão necessária. E tão abundante. Deus nos oferece a salvação em abundância. Ele não raciona a graça.

Nesta manhã, durante nossa caminhada no parque, Noelene e eu nos deparamos com um canteiro de espinheiros azuis, brilhantes em seu traje de verão. Pássaros azuis voavam em volta do canteiro e o brilho das penas refletia exatamente o azul dos espinheiros.

Uma bênção dupla – mais uma evidência da abundância da graça.

Continuamos a caminhada alegrando-nos no Senhor.

FONTE: CPB

domingo, 25 de novembro de 2012

O Hipopótamo e o Jabuti

Pois Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade. Efésios 2:14


Do Quênia vem a bela história de uma amizade incomum. Quem poderia imaginar que um hipopótamo faria amizade com um jabuti? O hipopótamo, apelidado de Owen pelos guardas-florestais, é apenas um bebê e pesa cerca de 300 quilos. Owen foi arrastado pelo rio Sabaki abaixo até chegar ao Oceano Índico e, em seguida, foi empurrado para a praia pelas ondas do tsunami que atingiu a costa do Quênia em 26 de dezembro de 2004, dia do grande terremoto subaquático.

Os hipopótamos são animais sociais por natureza e gostam de ficar ao lado da mãe por quatro anos. Owen, com menos de um ano de idade, perdeu a mãe ao ser arrastado pela correnteza. Traumatizado, Owen procurou uma mãe substituta e a encontrou em um jabuti macho gigante no centro de recuperação de animais na cidade portuária de Mombassa. O jabuti, com aproximadamente 100 anos, parece estar muito feliz em ser a nova “mãe” de Owen.

O hipopótamo segue o jabuti exatamente como os hipopótamos costumam seguir a mãe. Se alguém se aproximar, Owen fica agressivo, como os filhos costumam fazer para proteger a mãe biológica. O hipopótamo e o jabuti, a dupla mais estranha que poderíamos imaginar, nadam, se alimentam e dormem juntos.

Eu teria sentido dificuldade em acreditar nessa história se não tivesse visto as fotografias que registram essa grande amizade. Essa relação incomum me fez pensar em outras amizades bíblicas que contrariam as expectativas.

Rute e Noemi: é uma amizade que faz cair por terra todas as piadas envolvendo as sogras. Davi e Jônatas: mais uma amizade improvável. O príncipe e o jovem pastor: aquele que nasceu para ser rei e o escolhido para ser rei. Eles tinham tudo para ser rivais, não melhores amigos. Rute e Boaz: quem poderia imaginar que a amizade dos dois daria em casamento? Rute não tinha nada, nem mesmo um lar, era viúva e estrangeira. Boaz era mais velho do que ela, bem de vida, respeitado. Mas eles se uniram (quer dizer, o Senhor os uniu). Dessa união, apenas três gerações seguintes, veio o maior rei de Israel, cujo reinado marcou para sempre a história evocando lembranças nostálgicas. Após muitas outras gerações, nasceu “Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 1:1). Com Ele desmoronaram as barreiras antigas: o preconceito, o orgulho da raça, a hostilidade. Ele é a nossa paz, tornando-nos um com Ele.

FONTE: CPB

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Escudos de Bronze




[Ele] levou tudo. Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. Em lugar deles, fez o rei Roboão escudos de bronze, e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam a porta da casa do rei. 1 Reis 14:26, 27


O rei Salomão fez 200 escudos grandes, cada um com cerca de sete quilos de ouro batido. Ele também fez 300 escudos pequenos, cada um com cerca de um quilo e setecentos gramas de ouro batido. A quantidade total de ouro nos escudos de Salomão pesava mais de dois mil quilos, uma verdadeira fortuna na moeda moderna (1Re 10:16, 17).

O filho de Salomão, Roboão, sucedeu o pai no trono de Israel e em todos os aspectos provou ser um monarca inferior. Por ser precipitado, perdeu quase todo o reino. Dez tribos se independeram, deixando para trás apenas Judá e Benjamim. Roboão decaiu espiritual e politicamente. No quinto ano de seu reinado, Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém e levou consigo todos os tesouros do Templo e do palácio real, incluindo os escudos de ouro que Salomão tinha feito. Roboão fez escudos de bronze para substituí-los. A substituição resume o declínio de todo o reino. A glória havia passado.

Façamos um inventário de nosso tesouro espiritual. “Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos”, diz o apóstolo Paulo (2Co 13:5). Será que de alguma forma trocamos a glória de Jesus, cheio de graça e verdade, por substitutos?

Porque a graça é totalmente diferente do mundo que nos cerca – a maneira que Deus nos aceita e trata é totalmente diversa da maneira que as pessoas se relacionam –, facilmente a perdemos. Tendo começado com a graça (assim como os gálatas), escorregamos para um misto de graça e obras, o que não é graça.

Em nossa experiência espiritual, colocamos os escudos de bronze da observância formal, hábitos e formas de adoração previsíveis no lugar da vida diária e vital de comunhão com Deus. Polimos o bronze até ficar brilhante, mas ainda assim continua sendo bronze, não ouro.

Amontoamos livros, sermões, CDs, vídeos e DVDs sobre Deus e pensamos que possuímos uma despensa repleta de alimento espiritual para a alma. Negligenciamos, porém, o ouro, que é encontrado apenas no estudo pessoal da Palavra de Deus feito com oração. O opróbrio do cristianismo hoje é que muito do que é dito e feito em nome do humilde Mestre de Nazaré nega quem Ele foi e o que Ele defendeu. Escudos de bronze em vez de ouro.

Que isso não aconteça comigo, querido Deus!

Fonte: CPB

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Reações


Leitura Bíblica: Jó 1:1-5; 13-22


"Jó não culpou Deus de coisa alguma (Jó 1:22b).


Jó era um homem admirável por seu caráter, temor a Deus e também por suas atitudes. O próprio Deus o elogia diante de Satanás, dizendo que não havia ninguém na terra como ele. Um homem íntegro, confiável, acima de qualquer suspeita. Satanás questiona: "Será mesmo?" e desafia: tire deste homem tudo o que tem e veja a sua reação - certamente amaldiçoará seu Deus. Então, num dia que parecia ser como qualquer outro, Jó soube que perdera todos os seus rebanhos e boa parte e seus empregados, além de seus amados filhos - todos, de uma só vez. O que você faria? Como reagimos numa situação dessas?

Nossa tendência é olhar para o céu e culpar aquele que governa o mundo. Não é coincidência o fato de muitos dizerem "Meu deus!" quando recebem uma notícia ruim. Geralmente, não é um apelo por ajuda, mas algo como "Puxa Deus, precisava ser tão mal comigo?" A verdade é que as pessoas, cristãs ou não, tendem a culpar o Senhor quando acontecem coisas ruins, esquecendo tudo de bom que ele já fez por elas. Temos de achar um culpado e, se não há ninguém por perto para culpar, o jeito é reclamar com Deus - afinal, Ele tem tudo nas mãos e é o grande responsável pelas circunstâncias em que nos achamos. Só abrindo um parêntese aqui, é muito fácil culpar Deus em tudo que acontece de ruim conosco. Mas nos esquecemos que essas coisas ruins a culpa é nossa pela consequência do pecado e fruto de nossa desobediência. Por exemplo: todos sabem que se fumarem, no final terão uma grande probabilidade de adquirir um câncer de pulmão, mas fumam. Quando são acometidos dele, porque a culpa é de Deus?

No caso de Jó, ele não estava merecendo passar por aquilo. Aquilo foi uma prova para ele. Perceba que Jó não recebeu uma notícia ruim, mas uma sequência delas. No seu lugar, qualquer um se desesperaria. Mas ele teve uma reação admirável: admitiu que tudo o que tinha, fora dado pelo Senhor - então Deus tinha todo o direito de levar seus bens e filhos: Deus deu, Deus tirou. Ele não se revoltou apesar de todo o sofrimento, mas aceitou tudo aquilo e até louvou o Senhor! Precisamos lembrar-nos desta reação de Jó quando enfrentamos problemas. Devemos sempre relembrar que Deus está no controle de nossas vidas, nos sustenta e é a ele que pertencem nossos bens. Mesmo se perdermos tudo, Ele nos ajudará a continuar vivendo. Que tenhamos uma vida tão consagrada a Deus que possamos louvá-Lo independentes das circunstâncias, como Jó fez.

Imitar Jó é uma boa proposta, mas é preciso começar pelo início> mantendo sempre a comunhão com Deus.

Vanessa Weiler Ribas

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Significado da Graça


"Aquele que se diz “religioso” por meio de conversas ilusórias engana-se a si mesmo. Esse tipo de religião é tagarelice, apenas tagarelice. A verdadeira religião é aquela que está à altura das exigências de Deus o Pai, que é: atender as necessidades do morador de rua e daquele que não tem amor e não se contaminar com a corrupção do mundo ímpio." Tiago 1:26, 27, The Message

Se Tiago tivesse escrito esse texto hoje, talvez acrescentaria as pessoas em casas de repouso à lista dos necessitados que devemos atender.

Um amigo enviou a seguinte mensagem da Austrália: “Ao visitar meus pais numa casa de repouso, notei que voluntários são escalados para alimentar pacientes que não têm condições mentais de se alimentar sozinhos. Pude testemunhar a graça em ação.

“Não se trata de algo esporádico, mas de pessoas que reservam um bom período de seu tempo livre para ir regularmente à casa de repouso para alimentar pacientes cujo cérebro parou de funcionar adequadamente. Os voluntários chegam alegres e animados (ao número 18 de sua lista), apoiam o paciente com travesseiros, gentilmente o alimentam e ficam em pé durante “séculos” esperando o alimento ser ingerido. Enquanto esperam, falam coisas agradáveis aparentemente consigo mesmos.

“Parece que o paladar das pessoas de idade avançada não funciona mais como deveria. Aquilo que aparenta ser tão apetitoso no prato é recebido como algo semelhante a papelão. Até mesmo a sobremesa não é saboreada. Mesmo assim, a graça oferecida pelos voluntários se estende ao número 19 com a mesma alegria, ânimo e vivacidade. Não se ouve nenhuma reclamação cair-lhes dos lábios.

“Comecei a pensar em todas as pessoas envolvidas nesse tipo de trabalho – enfermeiras que atendem em UTIs, berçários, profissionais que cuidam de pessoas ligadas a aparelhos para receber a alimentação – e a graça que partilham aparentemente sem nenhuma recompensa.

“Acho que esse é o significado da graça. Ao proferir a oração sobre o alimento, passei a incluir esses voluntários e peço ao Senhor que lhes conceda integridade e paciência ao dedicarem tempo para partilhar a graça.”

Concordo plenamente. Graça significa mudar o mundo. Graça significa amenizar o fardo de alguém. Graça significa nova vida que, ao ser vivida, flui para outros como uma fonte.

Graça significa Jesus, a personificação da graça que viveu exatamente como Tiago descreveu.

Fonte: CPB

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Homem Morto Caminhando



"Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus." Romanos 8:1


Nos estados norte-americanos em que a pena de morte ainda está em vigor, uma expressão de arrepiar é bem conhecida: “Homem morto caminhando!”

O condenado à pena de morte, geralmente do sexo masculino, esgotou todos os recursos possíveis junto à justiça. Provavelmente tenha permanecido no corredor da morte por muitos anos aguardando a continuidade do lento processo judicial, enquanto os advogados argumentaram e tentaram de tudo para encontrar um modo de poupar sua vida. Quem sabe, como última tentativa, tenham apelado ao governador por clemência, mas o pedido tenha sido negado. Não resta mais nenhuma esperança. O fim chegou. Acabou! O prisioneiro faz sua última refeição. Encontra-se com o capelão pela última vez. Envia sua última mensagem. Dá seu último adeus. Então, é conduzido de sua cela até o local de execução. À medida que caminha para a morte, ouve-se: “Homem morto caminhando!”

Somos homens mortos caminhando. Não, não somos assassinos, estupradores ou sequestradores aguardando no corredor da morte a chegada do terrível dia, mas estamos condenados perante o tribunal do Universo. Pecamos, quebramos a lei de Deus, rebelamo-nos contra Ele em pensamento e ação e merecemos morrer. “Pois o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23).

Mas graça significa que Deus não nos trata de acordo com aquilo que merecemos. Ele nos trata como Jesus merece. Fomos homens mortos caminhando, mas agora caminhamos como filhos e filhas de Deus, na plenitude do perdão e na vida nova que Ele nos concede. Sim, “o salário do pecado é a morte”, e esse é o nosso salário, mas a segunda parte do verso diz que “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Não mais o salário, mas o dom. Não aquilo que merecemos, mas o que não merecemos. Louvado seja Deus!

“Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. ‘Pelas Suas pisaduras fomos sarados’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 25).

Querido Deus, que a Tua graça inunde a minha vida hoje, e que através de mim alcance as pessoas ao meu redor.

Fonte: CPB

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Teste Supremo


"Respondeu Abraão: “Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram a caminhar juntos." Gênesis 22:8


Mesmo após 4.000 anos essa história ainda atinge nosso coração com um punhal tão real quanto a faca na mão do pai já idoso. Se fosse um conto tirado da literatura pagã ou de algum relato estilo tabloide da mídia moderna, poderíamos mantê-la longe de nossa vista e pensamento. No entanto, não podemos ignorá-la, pois foi descrita nas Sagradas Escrituras como o auge da saga de Abraão, o pai da fé. Temos que lê-la, temos que tentar compreendê-la.

Algumas perguntas pairam no ar. Por que Jeová, que declarou a Moisés ser o Deus todo-compassivo, ordenaria que um pai assassinasse o próprio filho? Como pôde o mesmo Deus que condenou a abominação do sacrifício humano ordenar a Abraão: “Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei” (Gn 22:2)?

Caro amigo, como você reagiria diante de tal ordem do Senhor? Enfiar uma faca no coração de seu próprio filho? Acender o fogo e queimar seu amado descendente até virar carvão e cinzas? Duvido muito que eu seria capaz de fazer isso. Provavelmente convenceria a mim mesmo de que não ouvira a voz de Deus, mas a do diabo.

Levaria essa questão em consideração apenas se tivesse um relacionamento tão íntimo com Deus que saberia ser a Sua voz que me ordenara a cometer tamanha barbaridade. Poderia pensar em talvez obedecer-Lhe apenas se minha confiança nEle fosse forte e clara o bastante.

O relacionamento entre Abraão e Deus era assim. Já idoso, Abraão conhecia Deus intimamente. Depois de todos os altos e baixos do passado, depois de todos os equívocos de uma fé em crescimento, Abraão havia amadurecido a ponto de o Senhor aplicar-lhe o teste máximo – um teste maior do que tirar a própria vida.

Não devemos ignorar a atitude de Isaque nesse drama. O garoto poderia ter fugido, mas em vez disso deixou o pai amarrá-lo sobre o altar e aguardou a morte.

Apenas através do mistério do Calvário é que compreendemos o enigma dessa história intrigante. Ali vemos o Pai e o Filho, em atitude voluntária, caminhando juntos para o local da morte pelos pecados do mundo.

Dessa vez, porém, nenhum anjo apareceu para impedir a mão assassina do algoz de cumprir sua tarefa.

Fonte: CPB

sexta-feira, 30 de março de 2012

Evite Provocações



"Encontre-se o homem com a ursa roubada dos filhos, mas não com o louco na sua estultícia. Provérbios 17:12


Ele foi preso em flagrante por matar com um tiro de escopeta o filho do vizinho. O garoto tinha deixado a bola cair no jardim do homem, estragando uma muda de orquídea. Perguntado pela polícia, o assassino declarou que estava farto de bagunça. A vizinhança ficou estarrecida.

O verso de hoje fala do perigo que o insensato representa. Salomão afirma: “Melhor é encontrar-se uma ursa roubada dos filhos do que o insensato na sua estultícia.” Nas terras da Palestina, não havia melhor figura para referir-se a uma situação perigosa. Encontrar-se com uma ursa que tivesse perdido os filhotes seria fatal. O texto de hoje compara o insensato com esse animal.

A irracionalidade toma conta do coração do insensato na hora da raiva. A cultura, a posição social, a formação acadêmica ou a religião são incapazes de trazê-lo de volta à razão. Corações impulsivos são vítimas dos instintos alimentados pelo orgulho ferido.

Se você é um homem sábio, não discuta com o tolo. Ceder a vez no trânsito, calar diante das provocações, guardar silêncio diante dos insultos não é sinal de covardia, mas de prudência.

Perdi um colega porque um dia ele parou no meio do trânsito para pedir explicações de alguém que fizera uma manobra perigosa. O motorista do outro carro pegou um revólver, atirou nele e fugiu. O saldo foi uma família triste e desamparada.

Nenhum tipo de injustiça justifica dialogar com um insensato. O tolo é tolo porque carece do temor de Deus. A que tipo de entendimento pode chegar você, discutindo com uma pessoa dominada pela raiva e em cuja vida Deus nada significa?

Deus está sempre pronto a proteger você. A melhor maneira de fazê-lo não é colocando a mão para impedir que a bala o atinja, e sim dando-lhe prudência para fugir da “ursa que perdeu os filhotes” e que não mede conseqüências.

Cada dia você pode ser vítima da violência. Transite por lugares menos perigosos. Evite as provocações, seja humilde e sábio porque “melhor é encontrar-se uma ursa roubada dos filhos do que o insensato na sua estultícia”.

Pr. Alejandro Bullón

quarta-feira, 7 de março de 2012

O Cristo Resoluto


"Porque o Senhor, o Soberano, me ajuda, não serei constrangido. Por isso eu me opus firme como uma dura rocha, e sei que não ficarei decepcionado." Isaías 50:7


O Cristo de postura firme. Essa é uma imagem que geralmente não temos de Jesus. Estamos acostumados com os generais cuja fisionomia demonstra determinação inflexível – os Pattons, Napoleões e Eisenhowers – mas não Jesus de Nazaré. Preferimos pensar nEle como o Bom Pastor amparando as ovelhas em Seus braços.

Mas a profecia de Isaías se cumpriu na descrição de um dos evangelhos que ecoa as palavras do profeta: “Aproximando-se o tempo em que seria elevado aos Céus, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém” (Lc 9:51). Marcos registrou mais detalhes: “Eles estavam subindo para Jerusalém, e Jesus ia à frente. Os discípulos estavam admirados, enquanto os que O seguiam estavam com medo” (Mc 10:32).

Trata-se de uma cena poderosa: Jesus caminha à frente do grupo, talvez desejoso de ficar a sós com Seus pensamentos. Os discípulos O seguem apreensivos. O comportamento de Jesus, agora tão diferente, os deixa surpresos e ansiosos. Sua fisionomia está séria, Seus olhos brilham com intensidade, todo Seu ser transparece determinação. Está decidido e prosseguirá, não importa o preço a ser pago.

O resultado parece inevitável: Jesus escolheu ir a Jerusalém, mesmo ciente de que a rejeição, o desprezo, a traição, a tortura e a morte O aguardavam naquele lugar. Sua vida não era um roteiro a ser seguido; Ele não era um ator, muito menos uma marionete. Ele poderia ter escolhido não ir a Jerusalém e não Se submeter à cruz. Poderia ter abortado Sua missão a qualquer instante. Veio à Terra “com risco de fracasso e ruína eterna” (O Desejado de Todas as Nações, p. 49).

Que Salvador! Que Senhor! O Cristo resoluto ganhou nossa salvação.

E nós, que escolhemos seguir Seus passos hoje, devemos esperar “um mar de rosas”, como diz o ditado? Será que o título que carregamos de “cristão” nos garante uma vida de obediência a Cristo calma, tranquila e confortável? Ou sabemos o que significa ficar firmes como uma dura rocha, determinados a permanecer fiéis a Ele a despeito das consequências?

Paulo conhecia a necessidade de manter uma postura firme. Contra todos os conselhos e advertências, partiu para Jerusalém, ciente de que a prisão e o sofrimento o aguardavam lá.

Isso é graça decidida – a graça do Cristo resoluto.

Fonte: CPB

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Verdade que liberta



"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." João 8:32


O que é a verdade? Quantas vezes já acreditamos em coisas que mais tarde descobrimos serem bem diferentes daquilo que pensávamos? Quantas vezes a "ciência" nos provou por meio de estudos e experimentos "científicos" que certas coisas seriam improváveis e até impossíveis de acontecer e errou?

Não é preciso se esforçar muito para lembrar de fatos como o ocorrido na década de 30, no qual um notável físico da época provou por meio de cálculos físicos e matemáticos que era impossível existir televisor a cores, ou de um artigo publicado na revista "The WestingHouse Engineer" no final da década de 50 onde utilizando-se de todo o conhecimento adquirido até a época e com base em cálculos físicos e matemáticos, foi provado que um computador jamais superaria a impressionante marca de 1MHz de velocidade de processamento.

A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Mas no texto de hoje Jesus estava afirmando um outro tipo de verdade, uma verdade que liberta.

De que verdade Jesus está nos falando? Ele diz que quando a conhecermos ela nos libertará. Olha o que ele nos diz: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (v.36). O interessante agora é entendermos o sentido de "conhecer" que Ele nos fala. Jesus aqui não está dizendo apenas o fato de ter conhecimento naquilo que Ele é, mas sim de vivermos. Viver a verdade é que nos libertará.

Conta-se uma parábola que haviam dois filhos de um rei: o mais velho era um homem de boa aparência, que cuidava do corpo. Já o mais novo era obeso, pois só queria saber de comer. Um dia o seu pai morreu e, como de costume, o filho mais velho assumiu o trono. Um certo dia, já cansado de ver seu irmão daquele jeito, trancou o seu irmão num torre e com apenas uma passagem bem estreita. E disse: " se você quiser sair daí, vai precisar emagrecer para poder passar por esta abertura. Passado alguns dias, percebendo a força de vontade do seu irmão, resolveu testá-lo: levou um grande banquete para o seu irmão. Seu irmão não se conteve e logo comeu tudo. Diz a história que seu irmão jamais conseguiu sair de lá.

É incrível como isso acontece conosco. Sabemos que não podemos ir por aquele caminho, mas o seguimos por seguir nossas próprias vontades e paixões. Por que é tão difícil fazer o que é certo? Porque infelizmente não estamos na verdade. "Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus" (v.47). O nosso problema é que estamos esquecendo do principal: conhecer a verdade. Tenha a certeza de uma coisa: a partir do momento que você conhecer Jesus, ou no sentido correto, viver aquilo que Jesus lhe diz, sua vida mudará completamente. Quer participar desta mudança agora? Peça , clame e Ele está com os ouvidos atentos para ouvir o teu clamor!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Atleta Gentil



"Vocês não sabem que de todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio." 1 Coríntios 9:24


Olhando para trás sob a perspectiva da cultura moderna em que os atletas são altamente remunerados e cercados de técnicos, treinadores e agentes publicitários, a história a seguir parece quase irreal.

Na manhã de 6 de maio de 1954, o médico estagiário Roger Bannister deu plantão no Hospital St. Mary em Londres, Inglaterra. Em seguida, entrou a bordo do trem que dali a uma hora o deixaria em Oxford. Era uma tarde de quinta-feira e cerca de 1.000 pessoas se reuniram para realizar uma competição de corrida não divulgada ao público. Apenas uma câmera de televisão estava presente e alguns poucos repórteres que haviam sido informados com antecedência.

Roger Bannister era estudante de medicina. Mas nas horas de folga também treinava, sem alarde, corrida de distâncias médias. Corria no horário do almoço, à noite e nos fins de semana. Não tinha técnico, treinador e muito menos nutricionista. Corria em pistas de atletismo de má qualidade, em parques, em qualquer lugar disponível.

Em 1952, Bannister foi selecionado para representar seu país nas Olimpíadas de Helsinki, Finlândia. Mas saiu tudo errado. Em vez de conquistar a medalha de ouro na corrida de 1.500 metros, ele chegou em quarto lugar. Além de fracassar, desapontou Oxford, famosa por seus atletas, e a Inglaterra.

O tempo se esgotava para Bannister. Ele estava com 25 anos, e a carreira médica consumia cada vez mais seu tempo. Em vez de aguardar outra chance nos jogos de 1956, Bannister estabeleceu um alvo ainda mais ousado. No atletismo havia uma barreira aparentemente intransponível. Ninguém havia conseguido correr 1.500 metros em menos de quatro minutos.

Naquela tarde em Oxford, num dia de chuva e vento, Roger Bannister conseguiu. No fim de um percurso difícil, cruzou a linha de chegada aos 3 minutos e 59.4 segundos, caindo nos braços dos amigos. Após o evento, não houve um contrato multimilionário com alguma famosa marca esportiva. Em vez disso, Bannister prosseguiu os estudos e se tornou um notável neurologista.

Todos nós corremos a corrida da vida. Na Terra, a competição impera. Mas na corrida cristã, a corrida que se tornou possível pela graça, ajudamos um ao outro até a linha de chegada. Nessa corrida, todo aquele que completar o percurso ganhará o prêmio da vida eterna.

Fonte: CPB

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Creio, mas...

Leitura Bíblica: Marcos 9:14-27

"Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!" (Mc. 9:24b)

O texto de hoje mostra-nos um homem em grave crise de fé: declarou crer ao mesmo tempo em que confessava a sua incredulidade. Estranho, não? Na verdade ele cria..., cria, mas já não tinha tanta certeza que fosse possível acontecer o que desejava.

Será que nós também não nos achegamos a Deus muitas vezes de forma semelhante? Cremos que o que estamos pedindo é possível, mas não conseguimos acreditar que o será.

Veja que ele tinha razões para crer duvidando. Seu filho estava doente desde pequeno e certamente já tinha consultado muitos médicos. Finalmente ouviu falar de Jesus e dos milagres que realizava. Procurou-o, mas foi atendido pelos discípulos que não conseguiram dar a solução. Nisto Jesus intervém e, enquanto conversa, o menino entra em mais uma de suas crises. Em meio ao desespero de ver o filho outra vez oprimido, o pai roga a Jesus que se ele pode fazer alguma coisa que o faça. Jesus responde: "Se podes? ... Tudo é possível àquele que crê" (v.23). Lemos então a surpreendente resposta daquele pai (veja o versículo em destaque). Para ele, Jesus também parecia não ter a solução. Ele queria crer, mas já não conseguia, e com apenas um restinho de fé, se é que podemos chamar de fé, afirmou crer enquanto confessava que não cria.

Com certeza ele não foi o único. Também em nossos dias muitos, pelo muito sofrer, buscam as soluções sem, de fato, crer que elas possam existir. Se esse é o seu caso, quero dizer o seguinte: Jesus não ficou impossibilitado de ajudar por causa da pequena fé daquele pai. O menino foi curado! Jesus também não está limitado por causa de nossa fé desnutrida pelas crises que sofremos. Se for o caso, com o restinho de fé que sobrou a você, achegue-se a Jesus e torne sua essa oração. Mesmo com apenas um fio de esperança, diga, pela fé: "Eu creio, ajuda-me a vencer minha incredulidade!"

Fonte: Pão Diário

Nota
Em meio a tanto sofrimento neste mundo, Cristo entende tua dor, ninguém pode entender melhor. Creia na promessa do Senhor quando Sua palavra nos diz: "Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera," (Ef 3:20). Ele anseia te ajudar, não importa o tamanho de sua fé, Jesus não está impossibilitado de te ajudar. Basta você clamar a Ele por socorro e Ele te ajudará!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Obediência da Graça


“Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor: “Porei a Minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o Meu povo.” Jeremias 31:33


Certa vez comecei a escrever um livro sobre a graça (que mais tarde foi publicado sob o título Glimpses of Grace [Vislumbres da Graça]). Ao comentar a respeito de meu projeto com um colega, ele respondeu:

– Bill, não precisamos de outro livro sobre a graça. Você deveria escrever um livro sobre a obediência!

Sim, a obediência é importante. Ao longo das páginas da Bíblia, Deus nos conclama a obedecer. Mas que tipo de obediência Ele requer? Essa é a questão.

A única obediência que conta é a obediência da graça. Ao sermos conquistados por Deus através de Seu amor, ao vislumbrarmos a glória da Palavra que Se fez carne, que armou a Sua tenda entre nós a fim de revelar o caráter de Deus e que voluntariamente Se dispôs a ir ao Calvário em nosso lugar, ao cairmos aos Seus pés e como Tomé exclamarmos: “Senhor meu e Deus meu (Jo 20:28), passamos a desejar servi-Lo e obedecer-Lhe.

A obediência da graça significa que Deus escreve Sua lei em nosso coração e em nossa mente. Não trabalhamos mais como funcionários assalariados em busca de recompensa, mas vivemos como filhos e filhas da família divina. Ao lançarmos nossas ansiedades e preocupações sobre Jesus, tomaremos Seu jugo e perceberemos que Seu jugo é suave e Seu fardo é leve (Mt 11:30).

Um poema antigo atribuído a São João da Cruz expressa a essência da obediência da graça, do coração que se apaixonou por Jesus e deseja nada mais do que Ele.

Não me move, Senhor, para Te amar O Céu que me prometeste. Nem me move o inferno tão temido Para deixar por isso de Te ofender... Move-me enfim o Teu amor, E de tal maneira Que ainda que não houvesse Céu eu Te amaria; E ainda que não houvesse inferno Te temeria.

Fonte: CPB

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Deus Cuida


"Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês. 1 Pedro 5:7


No século 13, Frederick II, imperador do Sacro Império Romano, realizou uma experiência para descobrir que espécie de linguagem as crianças desenvolveriam se fadadas ao silêncio desde os primeiros anos de vida. Ele selecionou alguns bebês recém-nascidos e ordenou que ninguém falasse com eles. Apesar de ter escolhido responsáveis para amamentar e banhar os bebês, proibiu-os estritamente de cantar ou falar com as crianças. Mas a experiência fracassou – todos os bebês morreram!

Uma “criança selvagem” encontrada na Califórnia, Estados Unidos, respondeu à pergunta levantada por Frederick II. Genie, apelido que recebeu dos assistentes sociais a fim de zelar por sua privacidade, era uma menina de 13 anos de idade que foi mantida isolada num pequeno quarto e desde a infância nunca ouvira uma palavra sequer por parte dos pais.

O pai de Genie aparentemente odiava crianças. Desde os 20 meses de idade até 12 anos mais tarde, ocasião em que foi descoberta, Genie viveu praticamente em total isolamento. Nua, presa por uma armadura confeccionada pelo pai, era obrigada a ficar sentada num vaso sanitário dia após dia. À noite, o pai a colocava numa espécie de camisa de força e a enjaulava num berço com laterais de malha metálica. Se fizesse qualquer barulho, era espancada. Ele nunca falou com ela.

Genie foi descoberta em novembro de 1970, ocasião em que a mãe a levou para a assistência social. Era uma adolescente em estado deplorável, deformada, descontrolada, antissocial, subnutrida. Não era capaz de se manter em pé. Não conseguia ficar ereta. Não sabia mastigar. Pesava somente 27 quilos. E não sabia falar, apenas choramingar.

O fato de Genie ter sobrevivido é inacreditável. Ao longo dos anos de reabilitação, ela aprendeu a se comunicar de forma confusa. Embora aparentemente tenha nascido uma criança normal, o resultado do teste de QI foi de apenas 38 em 1971, e de 74 em 1977. Por ter-lhe sido negada a oportunidade de desenvolver-se, certas partes do seu cérebro nunca funcionarão como deveriam.

Todos nós fomos criados para receber carinho. Não importa a idade, fomos feitos para amar e ser amados. Se não tivermos alguém que se importe conosco, a vida se torna um grande sofrimento sem fim. A boa notícia é que Jesus colocou-nos sob o cuidado de Deus! Ele Se importa imensamente conosco. Tudo o que sabemos sobre compaixão, bondade e amor é tão somente uma pálida sombra do cuidado infinito de Deus. Foi isso que Jesus ensinou e viveu.

Fonte: CPB

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal Antes... Natal Depois...


E, tendo sido advertidos em sonho [...], retornaram a sua terra por outro caminho. Mateus 2:12


Agora que os presentes foram abertos, foi embora aquele clima poético, de mistério, de carinho, de manjedoura, de pastores, de estrela e cânticos. Incrível como tudo passou tão rápido. Para alguns, foi um Natal sem nada de novo. Para outros, de alegria e realização. Mas passou a agitação. Não há mais surpresas. Presentes foram dados e recebidos. Daqui para a frente serão os votos de feliz ano-novo e feliz 2012!

Muita gente gostaria de ficar mais tempo ao lado da manjedoura ouvindo os cânticos de Natal, sentindo aquele clima de carinho e confraternização. Mas é interessante notar que, importante como tenha sido o acontecimento anunciado pelos anjos e acompanhado de sinais extraordinários, os Evangelhos não se demoram muito em torno do “clima poético” que acompanha o nascimento de Jesus. Somente Mateus e Lucas, no início, lhe dedicam espaço, enquanto Marcos e João só o mencionam indiretamente.

A narrativa bíblica diz que os anjos voltaram (Lc 2:15), os pastores voltaram (Lc 2:20) e os magos voltaram (Mt 2:12). Os anjos voltaram a ministrar. Os pastores sabiam que tinham de voltar para cuidar das ovelhas, encontrar pastagem para elas e prover-lhes abrigo. E os magos voltaram por um caminho diferente. Levaram consigo uma experiência nova. Tinham sido mudados pela contemplação do Deus menino, a quem adoraram.

Aqui estamos, no dia 26 de dezembro. O mundo, com seus desafios e compromissos, nos chamando de volta. Hoje mesmo alguns terão que trabalhar, que voltar à empresa, ao jardim, à cozinha, ao escritório, porque a luta pela sobrevivência não dá trégua.

O importante é voltar por um caminho diferente. Como pessoas renovadas. Colocar amor onde antes havia rejeição e revanchismo; tolerância no lugar de impaciência; e confiança onde demonstramos dúvida.

O encontro com Jesus tem que representar uma mudança de vida. Você já pensou a respeito do que precisa mudar?

Fonte: CPB